História ou lenda do monstro do lago Ness

Em 1977 o navio pesqueiro japonês Zuiyo Maru capturou em sua rede nas proximidades da Nova Zelândia uma carcaça extremamente incomum. Ela parece ser um plesiossauro morto, um monstro marinho pré-histórico que alguns especulam que viva em outros lugares como o Lago Ness. Isto animou muitos criptozoologistas e criacionistas.

Infelizmente, a tripulação decidiu jogar a carcaça de volta ao mar devido ao seu intenso mal cheiro e para que ela não contaminasse a carga de peixe. É bem provável que apesar de alguma desconfiança, eles soubessem que de fato não se tratava de um monstro marinho - ou eles saberiam que valeria bem mais que uma carga de peixe. De fato, o caso do Zuiyo Maru não seria nem mesmo a primeira vez que a confusão ocorreu, algo compreensível já que de fato a carcaça de uma espécie de tubarão (basking shark) se parece tanto com um plesiossauro. Há casos similares datando do século XIX e mesmo recentes, em Block Island em 1996. Como Glen Kuban nota, mesmo que a carcaça fosse de um plesiossauro - o que, mais uma vez, é algo contrariado pelas evidências - isso não contrariaria como muitos gostariam a evolução. Há 'fósseis-vivos' como o Celacanto, uma surpresa mas plenamente compatível com a teoria da evolução.

O Monstro do Lago Ness

Durante séculos houve mitos sobre o monstro que vive nas profundezas do Lago Ness na Escócia. Aparições de Nessie, como é carinhosamente chamado, datam de 1500 anos atrás. Recentemente, algumas pessoas provaram a sua existência com fotografias, mas muitas delas eram falsas.
Uma das explicações é que Nessie é um dinossauro que escapou da extinção. Se isso for verdade, o monstro também pode escapar a detecção até mesmo de equipamentos de sondas modernas, já que o Lago Ness tem uma superfície de 56.4 km2 e uma profundidade de 226 metros em algumas partes.

Nessie, como ficou conhecido mundialmente o ser que habita (ou diz-se habitar) as águas turvas e gélidas do lago Ness, na Escócia, talvez seja o maior representante da categoria "monstros" que existe.

Suas descrições seguem invariavelmente os mesmos padrões, como sendo um animal grande, de pele avermelhada escura, lisa e brilhante. Possui um longo pescoço, uma cabeça chata e uma longa cauda. Já foi avistado diversas vezes fora d'água, indicando que ele é anfíbio.
Na opinião de alguns estudiosos, Nessie seria uma forma adaptada de plessiossauro - um animal que habitou os mares terrestres a aproximadamente 70 milhões de anos atrás.
São muitos os indícios que nos levam a crer em sua exitência. As referências sobre o famoso monstro recuam ao século VI. O que poucos sabem, é que curiosamente, foi um santo que, em 565 d.C., deixou a primeira referência a cerca do animal que habitava o lago Ness. Desde que São Columbiano - missionário irlandês que evangelizou a Escócia - tornou público o que vira, os relatos sobre a criatura não pararam de aparecer. Colocando em números, somam-se mais de 250 "aparições" no lago e umas 30 em terra desde fins do século XIX.

Contudo, somente depois de 1933, quando foi aberta uma estrada nas proximidades, ligando Inverness a Fort Augustus, que Nessie passou a ser visto com mais frequência.

Os Militares

Em 1966, a Força Aérea Real recebeu para análise, uma sequência de filme tomada em 1960, na qual o monstro aparecia. O filme em questão, já havia sofrido toda a sorte de "provações", - foi estudado, levado a público e a conferências e havia sido refutado em todas elas - mas decidiu-se que cabia aos militares dar a última palavra.
O filme é de autoria de Tim Dinsdale. Vale destacar que Tim, há muito tentava obter imagens do monstro.
Segundo consta, numa noite de abril de 1960, Tim guiava seu carro lentamente às margens do lago num local onde a estrada passa a uns 100 metros acima da água, quando avistou algo avermelhado, flutuando sobre a água. O que quer que fosse estava a uns 1,5 quilômetros de distância. Parou o carro, pegou sua câmera - que sempre levava consigo -, e registrou algo que ganharia destaque na rede BBC.
Anos mais tarde, foi fundada uma sociedade civil para estudar o estranho animal: o Departamento de Investigações dos Fenômenos de Loch Ness. Os filmes foram entregues às autoridades pelo então presidente David James - escritor e político -, para que se fosse feita uma avaliação final de sua veracidade.
Segundo o relatório dos técnicos da Força Aérea Real, não há como questionar sua autenticidade. Era de origem biológica, ou seja, um ser vivo, o qual segundo os cálculos realizados, deveria medir 1,80 metros de largura por 2 metros de altura. O comprimento foi calculado em cerca de 18 metros e o seu lombo elevava-se cerca de 1 metro acima da superfície do lago, movendo-se a uns 15 km/h.
Isto foi um golpe final para aqueles que diziam ser o monstro origem de fraudes ou ficção.
Porém, estudos posteriores provaram que um barco de aproximadamente quatro metros de comprimento, filmado nas mesmas condições climáticas do dia da filmagem original, obtêm-se um efeito parecido com o mostrado nas redes de televisão de todo o mundo.
Será que o Sr. T. Dinsdale se enganou? De fato, sob certas condições de temperatura, um pequeno barco a certa distância pode se parecer com uma grande criatura à distância. Mas devemos levar em conta o relatório da Força Aérea Real, que nada tinha a ganhar afirmando que o que aparece nas filmagens é algo realmente biológico.
Hoje, a hipótese mais aceita é que Nessie veio do mar, muito antes dos cataclismas que elevaram a região e ali vive até então, se escondendo nas cavernas e na escuridão do lago.

O Lago

Ness, ou Loch Ness, é o mais profundo lago glaciário da Escócia. Até o fim da Era Glacial, era um longo braço de mar, mas constantes cataclismas elevaram o solo da região em aproximadamente 15 metros. Cercado de escarpas que se elevam a 670 metros de altura, o lago mede entre 1,5 e 2 quilômetros de largura por 37 quilômetros de comprimento, com uma profundidade média de 230 metros. Possui dezenas de cavernas submarinas as quais foram pouquíssimas estudadas. A temperatura média de suas águas é de 6 graus centígrados.

As Expedições

Dezenas de expedições já foram realizadas no intuito de fotografar ou filmar o animal e por fim de uma vez neste mistério. Porém, todas as tentativas falharam, tendo-se conseguido somente alguns segundos de "avistagem" no sonar.

Os Céticos

O fato da existência da criatura no lago ter sido atestada pelos Técnicos da Força Aérea Real, não assustou os céticos, e continuam a surgir novas teorias a este respeito.

A teoria mais recente é de que as aparições do monstro seriam "ilusões de ótica" causadas por movimentos geológicos na região. De fato, segundo o italiano Luigi Piccardi - um caçador de dragões, serpentes marinhas e monstros -, o lago Ness ou como conhecido Loch Ness, fica sobre a falha de Great Glenn, que tem 30 quilômetros de extensão. Os movimentos geológicos na região são constantes, e apesar de muito pequenos para causarem qualquer estrago, causam pequenas ondulações na superfície do lago.

Nossa experiência nos mostra que não devemos descartar qualquer teoria. Todas devem ser vistas com os mesmos olhos. É bem provável que parte dos avistamentos tenham realmente sido provocados pelas ondulações nas águas do lago. Mas com base em tudo o que já sabemos à cerca do "monstro", todos os relatos conseguidos e todos os estudos realizados, podemos ter certeza de que "algo" vive nas águas do Loch Ness…

Desde há pelo menos 1500 anos que existem rumores acerca de uma criatura estranha em Loch Ness. O primeiro registro escrito aparece na Vida de São Columbano (escrita pelo próprio no século VI), onde Columbano descreve como salvou um picto das garras do monstro. Noutro ponto da obra, o santo conta que matou um javali com o poder da sua voz, o que levanta questões sobre a credibilidade dos seus relatos.

No século XX, o primeiro relato é de 1923, e conta como Alfred Cruickshank avistou uma criatura com cerca de 3 metros de comprimento e dorso arqueado. O avistamento que iniciou a popularidade de Nessie data de 2 de Maio de 1933 e foi relatado pelo jornal local Inverness Courier numa reportagem cheia de sensacionalismo. Na peça conta-se que um casal viu um monstro aterrorizante a entrar e sair da água, como alguns golfinhos fazem. A notícia gerou sensação e um circo chegou mesmo a oferecer 20000 libras pela captura da criatura. A esta oferta seguiu-se uma onda de avistamentos que resultaram em 19 de Abril de 1934 na mais famosa fotografia do monstro, tirada pelo cirurgião R.K. Wilson (daí o nome da fotografia, conhecida como Surgeon’s photo). A fotografia circulou pela imprensa mundial como prova absoluta da existência real do monstro.
Décadas depois, em 1994 Marmaduke Wetherell confessou ter falsificado a fotografia enquanto repórter free lancer do Daily Mail em busca de um furo jornalístico. Wetherell afirmou também que decidiu usar o nome do Dr. Wilson como autor para conferir mais credibilidade ao embuste.

Em 25 de Maio de 2007, Gordon Holmes, um técnico de laboratório de 55 anos de idade, filmou um vídeo que ele diz ser de uma "criatura preta, com cerca de 45 pés de comprimento, movendo-se rapidamente na água". O vídeo vai ser estudado por biólogos. Diz-se que o vídeo está "entre as mais brilhantes aparições do monstro já feitas. A BBC da Escócia transmitiu o vídeo em 29 de Maio de 2007.[

Teorias

Impressão artística do Plesiosaurus em seu meio ambiente
Quase todos os relatos de aparições do monstro descrevem-no à semelhança de um Plesiosaurus, um animal parente dos dinossauros extinto desde o Mesozóico. Os plessiossauros eram répteis aquáticos de grandes dimensões, com um pescoço grande em relação à cabeça, que se deslocavam com a ajuda de enormes membros em forma de barbatana. A semelhança com um animal extinto levou alguns criptozoólogos a defender que o monstro de Loch Ness é um plessiossauro que, de alguma forma, sobreviveu à extinção da sua espécie no fim do Cretácico. Os cépticos argumentam com a impossibilidade de um único indivíduo sobreviver 63 milhões de anos e que esta hipótese implica a existência não de um monstro, mas de uma pequena comunidade. As características limnológicas do Loch Ness não parecem suportar a vida nem de um pequeno número destes enormes animais.

Outras explicações para os avistamentos sugerem que as testemunhas tenham confundido o monstro com os esturjões que abundam no lago e que, graças à sua estranha aparência, possam ter causado confusão. Há ainda quem relacione os avistamentos com libertação de gases da falha tectónica que modela o lago, que podem chegar à superfície sobre a forma de bolhas.

Em Julho de 2003, uma equipe da BBC realizou uma investigação exaustiva na zona, com o fim de determinar de vez a existência ou não do monstro. O lago foi percorrido de uma ponta à outra por mergulhadores e cerca de 600 sonares sem qualquer resultado. A BBC concluiu que o monstro não existe, mas nem isto desalentou os defensores de Nessie.

Localização do Loch Ness

Grande parte da dificuldade em encontrar ou provar a ausência da criatura é devida à peculiaridade geológica do próprio lago. Ele tem forma estreita, profunda e alongada, com cerca de 37 quilômetros de comprimento, 1,6 quilômetros de largura e uma profundidade máxima de 226 metros. A visibilidade da água é extremamente reduzida devido ao teor de turfa dos solos circundantes, que é trazida para o lago através das redes de drenagem. Pensa-se que o lago Ness tenha sido modelado pelos glaciares (Brasil: geleira) da última era glacial. Além disso, a visibilidade na superfície costuma ser ruim, o que explica a má qualidade das fotos e a suspeita de que os avistamentos sejam apenas pareidolia. Na Escócia, a média dos últimos 30 anos é de apenas 48 dias de sol por ano.

Real ou imaginário, o monstro de Loch Ness faz parte do imaginário popular e da cultura da Escócia e do resto do mundo ocidental. Nessie apareceu num episódio de Os Simpsons e é um exemplo clássico de monstro. É ainda um dos motores da indústria de turismo da zona, atraindo ao Loch Ness inúmeros curiosos em busca da oportunidade de tirarem uma fotografia.

Um grupo de pesquisadores que participou de um documentário para a BBC disse ter encontrado provas de que o lendário monstro do lago Ness, na Escócia, não existe.

Usando 600 sonares e tecnologia de navegação por satélite, a equipe rastreou as águas do lago escocês em busca da lendária atração turística, mas não encontrou qualquer sinal do monstro.
Relatos anteriores de pessoas que diziam terem visto o monstro levaram à especulação de que talvez se tratasse de um plesiossauro, um réptil marinho que se tornou extinto na mesma época que os dinossauros.

A equipe estava convencida de que um animal como esse poderia ter sobrevivido nas águas frias do lago Ness, apesar de répteis marinhos preferirem águas subtropicais.

Pulmões
Os pesquisadores observaram o comportamento de répteis marinhos vivos atualmente, como crocodilos e tartarugas de couro, para tentar descobrir como um plesiossauro se comportaria.
Eles acreditavam que os instrumentos a bordo do barco seriam capazes de detectar o ar dentro dos pulmões do monstro, que então refletiria um sinal distorcido de volta aos sensores dos sonares.
Tudo o que grupo conseguiu localizar foi uma bóia amarrada vários metros abaixo da superfície – em um teste para saber se o equipamento funcionaria – e, terminada a busca, nenhum monstro foi encontrado.
"Fomos de borda a borda, da superfície ao fundo, cobrimos tudo o que havia no lago e não vimos sinais de qualquer animal grande vivendo lá dentro", disse Ian Florence, um dos especialistas que fizeram a pesquisa para a BBC.
Seu colega Hugh MacKay acrescentou:
"Havia expectativa de que encontraríamos uma anomalia sonar de grande porte, que poderia ser um monstro – mas isso acabou não acontecendo."

Imaginação
Os pesquisadores disseram que a única explicação para a longevidade do mito do monstro é que as pessoas vêem o que querem ver.
Para provar isso, a equipe escondeu uma cerca sob a superfície do lago e a ergueu quando um ônibus de turistas margeava o lago.
Mais tarde, a maioria dos turistas disse ter visto um objeto quadrado. Muitos, entretanto, desenharam cabeças em forma de monstro para representar o que teriam visto.
A investigação sobre o monstro do Lago Ness será transmitida pelo canal britânico de televisão da BBC 1.

Réplica do monstro do Lago Ness engana fãs

Atordoados, centenas de turistas foram levadas a crer que tinham visto do famoso monstro do Lago Ness, na Escócia, revelaram nesta terça-feira os criadores da farsa.

A lendária criatura, que segundo a lenda vive nas profundezas escuras do lago, situado na região das Highlands escocesas, há décadas atrai turistas às margens do lago, ansiosos para ver o monstro.

Cerca de 600 pessoas acharam ter tido o privilégio de vislumbrar a misteriosa criatura, ao verem um animal de cinco metros erguerem-se na superfície da água.

No entanto, a emissora britânica Channel Five admitiu que a "criatura" era, na verdade, um robô animatrônico de fibra de vidro e poliuretano, de 200 kg, batizado de Lucy, que perambulou pelo lago durante uma quinzena.

As cenas do robô foram filmadas para um programa futuro sobre "Nessie". "O Mostro do Lago Ness é um dos mitos mais duradouros do mundo e nós pensamos que seria fascinante ver se o público em geral, saturado de efeitos especiais apresentados no cinema, ainda seria capaz de acreditar em Nessie", explicou o encarregado do programa, Chris Shaw.

O canal de televisão informou que as reações do público variaram da crença ao ceticismo.

"Algumas pessoas pensaram, "o que é isso?" - elas mal podiam entender o que estava acontecendo -, enquanto outras pessoas pensaram que se tratavam de ondas e outras afirmavam ter visto uma corcunda verde", disse uma porta-voz do Channel Five.